• Fruto de três anos de mestrado em Letras Clássicas, realizado no Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da USP e financiado pela FAPESP, a dissertação de título A correspondência entre São Jerônimo e Santo Agostinho: Tradução e estudo (Edição bilíngue) foi defendida por Felipe de Medeiros Guarnieri, aprovada e recomendada para a publicação em dezembro de 2015. Participaram da banca de defesa os Profs. Drs. Sidney Calheiros de Lima, do DLCV – USP (orientador), Luciano César Garcia Pinto, do DL – UNIFESP, e Marcos Martinho dos Santos, do DLCV – USP.

    O trabalho consiste na tradução, descrição, análise e anotação crítica de 32 textos (31 cartas, das quais nove estão perdidas; mais um excerto das Revisões de Agostinho) que compõem a correspondência, produzida de ca. 394/395 a 419, entre Aurélio Agostinho (Tagaste, atual Souk Ahras, 354 – Hipona, atual Annaba, 430/431), presbítero e posteriormente bispo em Hipona, e o  Eusébio Jerônimo (Estridão, atual Liubliana, 331 – Belém, 419/420), monge então residente em Belém.

    A dissertação também compreende um estudo introdutório dessa correspondência, dividido em duas partes: uma interpretação de elemento nas cartas à luz do gênero epistolar helenístico, sua teoria e prática, conforme estas foram descritas tanto por outros escritores gregos e latinos, antigos e cristãos, quanto por críticos modernos; em seguida, uma contextualização histórica do texto, por sua vez fundamentada nos estudos da correspondência e na historiografia moderna, com enfoque na biografia de nossos autores, os quais viveram em uma época marcada por questões caras ao desenvolvimento da patrística latina como a discussão acerca da interpretação e tradução das Sagradas Escrituras, o combate às heresias, e, mais importante, o papel político e social da Igreja Católica na busca por uma doutrina cristã unívoca e ortodoxa durante a Antiguidade Tardia.

    Um posfácio foi incluído na versão corrigida, entregue em fevereiro de 2016.

    A tradução foi feita com base na edição preparada por Jérôme Labourt (1947-1963), com apoio nas versões alemã de Alfons Fürst (2002) e francesa de Carole Fry (2010).

    O texto completo está disponível aqui.

    - Felipe de Medeiros Guarnieri

    Fonte