• PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO
    Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes
    Departamento de Inglês

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    9a. JORNADA DE REFLEXÕES SOBRE
    TRADUÇÃO, LINGUAGEM E CULTURA

    Organização:
    Glória Regina Loreto Sampaio
    Leila Cristina de Mello Darin
    Reynaldo José Pagura
    Luciana Carvalho Fonseca

    Apoio:
    Grupo de Pesquisa Estudos da Tradução e da Interpretação – ESTI
    Cadastrado no CNPq e Certificado pela PUC-SP

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    Sábado, 24 de novembro de 2012
    8h30 às 12h / 13h às 16h30
    Campus Monte Alegre
    Edifício Reitor Bandeira de Melo
    Auditório 239

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    Entrada franca.
    Inscrições a partir das 08.30h no local e data do evento.
    Haverá emissão de Certificados.

    P R O G R A M A Ç Ã O
    Resumos e Biodata

    PERÍODO MATUTINO

    9h

    Cerimônia de Abertura 

    9h20 => 10h20

    Conferência nº 1:

    “A popularização científica como uma forma de tradução” Lenita Esteves (FFLCH-USP)

    Resumo: A popularização científica é uma atividade talvez tão antiga quanto o próprio desenvolvimento da ciência. Tendo uma vocação didática, mas também de democratização do saber, essa forma de reescrita será analisada de vários pontos de vista, que serão abordados em diversos contextos históricos. A partir dessa análise será possível levantar questões sobre conceitos caros à contemporaneidade, como os de autoria, propriedade intelectual e o próprio conceito de ciência.

    Biodata: Lenita Esteves é professora de língua inglesa e tradução na Universidade de São Paulo, dando aulas nos níveis de graduação e pós-graduação. Realizou sua graduação, mestrado e doutorado na Universidade Estadual de Campinas. Tanto no mestrado quanto no doutorado, desenvolveu trabalhos sobre tradução. Está atualmente finalizando uma pesquisa sobre tradução é ética.

    INTERVALO

    10h40 => 12h20

    Mesa-Redonda: 

    “Cultura como tradução e a relação indissociável entre língua e cultura no trabalho do tradutor e do intérprete”Coordenação: Glória Regina Loreto Sampaio (PUC-SP)
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    “Cultura como tradução: reflexões sobre a construção do sentido”Elizabeth Harkot-de-La-Taille (FFLCH-USP)

    Resumo: Porque existe o sentido? De onde ele vem? Como se instala e se dissemina? Um dos nomes que identificam as teorias do sentido, que são várias, é semiótica. Em sua maioria, essas teorias baseiam-se na ideia de convencionalidade: considera-se um acordo, ao menos implícito, anterior a toda comunicação, e postula-se a existência de um código externo que se impõe aos participantes das trocas. É assim com o conceito saussureano de língua, herdeiro do espiritualismo de Durkheim. A postura sociológica que lhe subjaz não é ideologicamente neutra, como permite inferi-lo o papel de usuários intercambiáveis da língua, reservado aos participantes da comunidade linguística. Como consequência, a filosofia da linguagem herdeira do pensamento durkheimeano isola-a das ciências da natureza e elimina qualquer tensão entre os participantes do ato comunicativo, desprovidos de perspectiva de negociação, já que são concebidos como intercambiáveis. Por essa via, não há como correlacionar a variedade das produções semióticas e a social (um dos objetivos das sociossemiótica), nem estudar a negociação das distâncias entre os parceiros da troca semiótica (foco da retórica geral). As escolas semióticas tradicionalmente difundidas separam-se entre as racionalistas (em geral europeias, descendentes de Saussure, Hjelmslev, Greimas) e as pragmáticas (em geral americanas, a exemplo de Peirce e Morris). Proponho um breve panorama de como essas duas principais vertentes pensam a relação entre mundo e linguagem, assim como a proposição avançada pelo Grupo m, de Liège, Bélgica, à questão “De onde vem o sentido?”, a fim de fomentar reflexões sobre os processos pelos quais o mundo (natural e social) é traduzido em cultura, pela ação das linguagens.

    Biodata: Graduada em Letras pela Universidade de São Paulo, mestre e doutora em Semiótica e Linguística Geral pela mesma universidade, com pós-doutoramento junto à Univesrité de Liège, Bélgica (2011-12), Elizabeth Harkot de La Taille foi professora da PUC-SP em 1990-1991 e entre 1987 e 2006. É docente da Universidade de São Paulo desde 2006, onde se dedica à pesquisa e orientação nas áreas de Língua Inglesa e Semiótica Discursiva. Atua principalmente nos seguintes temas: construção discursiva da identidade, estereótipos culturais, imagens de si, paixões e interações sociais, aspectos retóricos e papel de componentes sensíveis no processo de significação. Autora de Ensaio Semiótico sobre a Vergonha (Humanitas), vários artigos e capítulos de livros.

    10h40 => 12h20

    Mesa-Redonda: (continuação)

    “Inglês < > Português: Reflexões sobre o processo Interferências à Assimilações à Aculturação” - Regina Alfarano (NEW YORK UNIVERSITY)

    Resumo: Há algumas décadas, quando o inglês substituiu o francês como “linguagem diplomática”, era considerado “língua estrangeira”. Com o passar do tempo, a língua inglesa ganhou presença cada vez mais constante e mais abrangente na vida brasileira, principalmente em função do avanço nos meios de comunicação e da expansão crescente de novas tecnologias – quando as “interferências linguísticas” se tornavam claras. Ao final do século XX, a internet desempenhou um papel crucial na criação da “aldeia global”, paulatinamente transformando as interferências em assimilações linguísticas. Em um período de tempo muito mais curto, tais assimilações transformaram-se em experiências de aculturação. Nossas reflexões concentram-se no papel desempenhado pelos tradutores e intérpretes neste processo.

    Biodata: Regina Alfarano é credenciada pela American Translators Association e é atualmente responsável pelo Credenciamento de Inglês para Português para os 9 países de língua portuguesa. Trabalha como tradutora e intérprete há 30 anos. Dedicou seu pós-doutorado aos Estudos da Tradução com uma bolsa Fulbright na New York State University. Foi docente da USP de 1970 a 2000, e faz parte do corpo docente da New York University desde 2000, quando ministrou um curso de tradução médica para o português em Nova York. A partir de 2001, os cursos de português são ministrados on-line. Sua experiência profissional inclui primordialmente tradução e interpretação na área médica, diferentes áreas em pesquisa de mercado, e no campo da arte. Dedica-se, também, à tradução de poesia, tanto do português para o inglês como do inglês para o português. As traduções de poesia foram publicadas em 4 antologias no exterior. Na área médica, além de vários livros, tem dezenas de artigos publicados nas principais revistas médicas no exterior e no Brasil. Publicou, ainda, artigos e livros sobre saúde e bem-estar – com todas as implicações médicas – para o International Life Sciences Institute, e sobre diferentes aspectos culturais brasileiros.

    INTERVALO

    PERÍODO VESPERTINO

    13h30 => 14h30 

    Palestra Interativa:

    “Sobre a noção de equivalência em tradução poética” - Marcelo Tápia (CASA GUILHERME DE ALMEIDA)

    Resumo: Com base na discussão de questões fundamentais sobre a linguagem poética e sua especificidade, o papel da leitura na definição do “poético”, as escolhas próprias dos processos de criação e recriação, e a própria viabilidade da operação tradutória de poemas, a palestra focalizará as relações entre criação, leitura e tradução, refletindo acerca da noção de equivalência entre textos “originais” e recriados.

    Biodata: Marcelo Tápia, poeta, tradutor, ensaísta e editor, é graduado em Letras (Português e Grego) pela USP e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela mesma Universidade. Tem publicado ensaios, criações originais e traduções em diversos periódicos, acadêmicos e não acadêmicos. É autor de cinco livros de poemas, entre eles Valor de uso (2009), e traduziu, entre outras obras, os romances Os passos perdidos (2008) e O reino deste mundo (2009), de Alejo Carpentier. É diretor da Casa Guilherme de Almeida – Centro de Estudos de Tradução Literária.

    INTERVALO

    15h00 => 16h00 

    Conferência nº 2:

    “De Paris a São Paulo, via Genebra, Nuremberg e Rio de Janeiro: Um Panorama Histórico da Interpretação de Conferências no Brasil e no Mundo” - Reynaldo José Pagura (PUC-SP)

    Resumo: A apresentação contará a história da interpretação de conferências, desde o seu início em Paris, ao final da I Guerra Mundial, passando pela Liga das Nações, em Genebra, pelos Julgamentos de Nuremberg, ao final da II Guerra Mundial, pela criação da ONU e da CECA (atual União Europeia), chegando à introdução da profissão no Brasil em finais da década de 40 e a seu desenvolvimento posterior no País. Será ilustrada com trechos de filmes históricos, fotografias e reprodução de depoimentos dos pioneiros da interpretação no Brasil.

    Biodata: Reynaldo Pagura é Bacharel e Licenciado em Letras pela Universidade Federal Fluminense, Mestre em Language Acquisition pela Brigham Young University, em Provo, Utah, EUA, e Doutor em Letras pela USP. É tradutor certificado pela American Translators Association desde 1991 e Tradutor Público do Estado de São Paulo. É professor de tradução e interpretação na PUC-SP, onde chefia o Departamento de Inglês desde 2005. Tem diversas publicações na área de Estudos da Interpretação em periódicos acadêmicos nacionais e internacionais e em anais de congressos.

    16h15 

    Sessão de Encerramento